Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007

#2 - mais caloria, menos caloria...


Agora que se aproxima a época do ano em que “atulhamos o bandulho” como se o “amanhã” fosse o dono de uma discoteca no Porto, quero utilizar esta crónica para “devanear” sobre uma dúvida que se apoderou do meu bom senso há uns dias. (Pode até dizer-se que esta “dúvida é crónica” se gostarem de trocadilhos idiotas e previsíveis...)

 

Bem, depois de um zapping fervoroso e atento como os meus costumam ser, parei num canal que mostrava um “freak show”, que traduzido quase à letra é um “circo de aberrações com capacidades fantásticas e bizarras que descobriram que ali é que haviam de ganhar algum dinheiro e… quem sabe, amor…”. Aqui entra a minha dúvida: O que leva alguém adulto, saudável e consciente a acordar um dia, tomar o seu pequeno-almoço, e simplesmente… engolir espadas? Quem é o culpado pela ideia e posterior moda? Quem começou esta “arte” milenar? E que pais tinha esta criança curiosa que não a conseguiram alimentar normalmente?
Sendo assim desenvolvi duas teorias sobre este tema. Primeiro, eu acho, e defendo esta teoria com quem quer que seja onde quer que seja (desde que tenha aquecedor, se faz favor…), e afirmo com certeza q.b. que a pessoa que começou esta moda foi uma mulher grávida que não controlava os desejos! Algo do género: “Hó bombomzinho… sabes…? secalhar não era bem chocolate com pepitas de laranja que eu queria… era mais… juras que não te chateias, amor? É que era mais… tipo… facas…!” E pronto! Não só se estragou uma relação pirosa em que os dois envolvidos se tratavam por “bombomzinho”, como esta mulher entrou numa dieta bastante rigorosa.
A minha segunda teoria, e bem menos polémica, é que o que levou alguém a espetar uma espada até ao cólon foi, e imaginem como eu tive algum tempo a pensar nisto, uma comichão! Eu explico, sabem quando vão a conduzir e vos dá uma comichão na planta do pé? A ginástica que é para tentar espremer o dedo indicador por dentro da meia e do sapato até ao epicentro da irritação? A divisão de atenção entre a “coçadela” e o trânsito? A angústia de não descobrir o ponto certo? (…e nem estamos a falar da minha vida sexual…) Sabem? Então imaginem, e preparem-se para um cenário perfeitamente palpável, que têem uma comichão no apêndice e que estão, nesse mesmo momento, nesse exacto segundo, num churrasco de família?!?
Conclusão de todo este devaneio mental: difícil de encontrar. Aquilo que podemos aprender com estes humanos de “super-poderes desnecessários” é apenas que algumas pessoas levam as dietas demasiado a sério e que em nenhuma circunstância, alguém normal devia engolir espadas sem precisar de uma “coçadela valente”. Continuem a ter cuidado com o que põem na boca e lembrem-se sempre… o estômago não foi feito para ter correntes de ar, certo?

                Hug,
                Guilherme Fonseca
publicado por Guilherme Fonseca às 13:27

editado por standupmagazine em 22/12/2007 às 16:58
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Todas as Quintas o humorista Guilherme Fonseca publica um novo texto!

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