Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

#2.39 - let's talk about sex, baby

 

            Um homem e uma mulher cruzam-se na rua. São ambos bem feitos e engraçados mas não são deslumbrantemente bonitos. “Above the line” como diriam os publicitários e produtores de cinema. Ambos gostam do ar limpo e jovial um do outro e esta situação é o que poderia ser o início de uma grande amizade. O problema é que são demasiado “opostos” para que resulte instantaneamente. Quando duas pessoas se cruzam, se o homem olhar duas vezes para a mulher passa por tarado, se a mulher olhar duas vezes para o homem passa por míope. E é isto que nos torna interessantes.
            É assim que resulta. Se aconteceu alguma vez na história da humanidade dois desconhecidos cruzarem-se na rua e sentirem-se tão atraídos que imediatamente começaram a falar, acho que isso causou um terramoto do outro lado do planeta. E isto acontece não por falta de vontade do homem. Tantas vezes durante o dia nós “olhamos duas vezes” que se cientificamente ficasse provado que temos mais torcicolos que as mulheres, eu não ficaria surpreendido. Somos bastantes mais básicos. As mulheres não têm de se preocupar ou ocupar o seu tempo a pensar em sexo. É verdade que criaram um “clube das virgens” mas fomos nós homens que criamos a “Igreja Católica”. Um igual para homens e muito, muito maior.
            Nós homens pensamos demasiado em sexo. “Demasiado” poderia ser um termo polémico e discutível mas é sempre “demasiado” quando é “sempre”. Nós pensamos a qualquer momento, em qualquer lugar com qualquer pessoa. As mulheres não, pensam em sexo quando querem ter sexo. É uma questão de oferta e de procura. Elas sabem que têm quando querem. Nós sabemos que só temos quando elas querem. É como as gasolineiras. Elas podem dar-se ao luxo de nos extorquirem de tudo para enchermos o depósito. Ela têem o domínio do monopólio sexual. Basta pensarmos nos bares de strip. Só há para homens. Nós para vermos mulheres a despirem-se temos um local específico que nos permite todos os dias saciarmos as nossas necessidades. As mulheres só têm contacto com strippers provavelmente uma ou duas vezes na vida, em despedidas de solteiras e/ou em divórcios. Para nós é como um “restaurante”. Para elas é como “take away”.
            Há uma noção bastante errada que a raça masculina tem a mania de se usar para se lamentar: que os homens fazem menos sexo que as mulheres. Os homens não fazem menos sexo. Querem é fazê-lo muitas mais vezes. É como os remates à baliza da selecção portuguesa. Os homens rematam 19 vezes para marcar 2 golo. As mulheres não. Rematam duas para fazer dois golos. E para aqueles que ainda acham que as mulheres fazem mais sexo que os homens basta pensarem que elas têm sexo… connosco. “It takes two to tango”.
            Nós homens somos assim, básicos e directos porque não queremos confusões. A “confusão” criada por uma só mulher é mais que suficiente para um só casal. As mulheres têm manias próprias, gostos, necessidades, exigências e preferências que as tornam maravilhosas e apaixonantes. Os homens se as tivessem eram rotulados de “ambíguos” e incompreendidos pelas mulheres. Porque as mulheres são mais inteligentes que os homens, gostam de saber que eles são perceptíveis e fáceis de ler. Porque os homens são mais espertos que as mulheres, não se importam.
            Da próxima vez que se cruzarem com uma mulher ou um homem bonito na rua há directivas que já sabem de cor. O que ele quer; o que ela não quer; o que ambos desejam e o que provavelmente vai acontecer. Partindo destes pressupostos é mais fácil compreender a mecânica de funcionamento de um casal. Trinta anos depois de ter resultado o estímulo inicial: ele já não quer tanto, ela agora já quer, nenhum sabe o que deseja e é obvio o que provavelmente vai acontecer.
 
            A fazer-se ao piso para começar um programa como o do Dr. Phil,
            Guilherme Fonseca
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publicado por Guilherme Fonseca às 22:25
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1 comentário:
De andreia am a 3 de Junho de 2009 às 11:08
eh eh eh eh eh eh eh eh eh. 'Tás lá.


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Todas as Quintas o humorista Guilherme Fonseca publica um novo texto!

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