Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

#6 - the eternal battle

           Hoje poupo-vos à comum nota introdutória “engraçadota” para iniciar o pensamento. O assunto é claro, Cães e Gatos. Como são e como, na minha opinião, ambos representam um género da raça humana. Nomeadamente os cães os homens e os gatos as mulheres, para quem já se interrogava. Em caso de dúvida sobre a teoria é favor continuar a ler antes de fazer falsos julgamentos. Ainda não disse nada, caraças…

Tenho uma gata, a Figa, que vive com a minha família há já alguns anos, 7 para ser exacto. Sempre foi o único animal de estimação da “casa” e, diga-se de passagem, sempre fez um bom trabalho no cargo a si apontado. Não sei quais as obrigações e deveres de um animal de estimação, mas nunca houve problemas com sindicato nenhum. Há cerca de 5 dias atrás tomou-se a decisão na minha casa de se adoptar um cão com mês e meio de vida, dando-se abrigo, comida, cama e, inadvertidamente, sapatos para roer. Não me parece que se tenha discutido a questão previamente com a Figa, visto que ela se opôs totalmente assim que o novo animal adquirido chegou, ficando, e aqui espero usar o termo técnico adequado, bastante f*d*da.

Para exemplificar os primeiros encontros entre estes dois seres inconscientes permitam-me fazer uma analogia “Marveliana” e usar duas imagens:

 

Cão acabado de chegar:

 

Vs.

Figa, que já cá estava:

Por um lado temos um cão trapalhão, como o seu mês e meio de vida lhe permite, que não faz a mínima noção da força ou capacidades que tem, sem no entanto ficar verde se comer algo que não devia. Por outro uma experiente lutadora cuja manicura há muito foi despedida e retalhada, que gosta de defender o seu local de confraternização. Para os defensores dos animais devo dizer que nunca houve confrontos directos, entradas a pés juntos ou cartões vermelhos. Os animais nunca se confrontaram a não ser por gemidos, sons ou “bufadelas”. Estamos a tentar que comuniquem de outras maneiras...

Mas aqui entramos no tema que queria desenvolver. A Figa é territorial, é ciumenta, está a habituada a ter o seu espaço e não quer um “puto canino” que desconhece a passear-se pelos “seus” corredores. Faz sentido e não lhe censuro isso. É normal e aceitável. Invadiram-lhe o espaço e temos que respeitar. Que é que vos faz lembrar? Exactamente, uma mulher. Porque em contrapartida temos o cão recentemente adquirido, que não faz a mínima ideia ao que é que vem, só quer galhofa e ramboia, trapalhão, desastrado e ruídoso. Desculpem-me mas é sem dúvida um homem.

Um gato é sedutor, altivo, convencido, inteligente, pausado e contemplativo. Um cão e estúpido, porco, infantil e totalmente desligado de obrigações ou deveres, funcionando à base de “nãos” gritados com autoridade. Um cão toma banho quando “lhe dão” banho e mesmo assim não se preocupa que segundos depois esteja uma poça de lama centímetros ao seu lado! Um gato lava-se constantemente porque não suporta a ideia de ter sujidade no pêlo, e se soubesse o que eram champôs e cremes da Avéne com certeza ia assaltar Boticários para os ter. Na comida por exemplo, um gato escolhe e repele aquilo que não quer, como se a um Menu tivesse direito. Em relação ao cão posso dizer que já vi um cão vomitar e a seguir fazer “reboot” a todo esse processo. Se perceberam a ideia a esta altura deviam estar enojados.

Mas não se pode censurar os cães. Eles são assim mesmo e, infelizmente para eles, são exactamente como nós, homens. Um cão é imediatamente nosso amigo assim que nos vê a primeira vez, enquanto que com um gato temos de ganhar a sua amizade lentamente, à base de idas às compras e objectivos comuns. Se falarem de futebol, como o Sporting anda mal ou algo profundamente verdadeiro do género, a um homem ele é imediatamente vosso amigo, sem pôr questões de orientações politicas, religiosas ou até mesmo relativas a verniz. É homem e basta! Uma mulher é bastante selecta com as amizades, sendo que sonda todo o território, pesando os prós e os contras de uma associação. Enquanto que é preciso muito para dois homens se chatearem, como por exemplo um matar o outro, as mulheres usam a casa de banho ou os ginásios para “dissecar” amizades. Desculpem, mas a veracidade disto ficou menor. Nunca entrei numa casa de banho de mulheres… com uma ou mais lá dentro…

Para terminar o sentido da minha teoria vejam um cão no seu tempo livre. Não só se roça na relva de costas como gosta de correr atrás da própria cauda. Olhem para um homem no seu tempo livre e vejam como se conjuga o verbo “coçar”. No coçar está o padrão, amigos. Ambos os exemplos desta comparação gostam de se coçar veementemente demonstrando um enorme amor pela sua anatomia. Acho sinceramente, em jeito de conclusão, que o próximo passo na evolução do homem é conseguir cair do sofá enquanto lambe os próprios testículos… eu pelo menos ainda não cheguei lá…

 

Guilherme Fonseca    

publicado por Guilherme Fonseca às 00:03
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