Quinta-feira, 31 de Julho de 2008

#34 - até já

               E assim se acaba uma série de 34 textos sobre porcaria, inutilidades, temas corriqueiros, trivialidades, politiquices, observações, nada, qualquer coisa, alguma coisa, possivelmente algo e tudo. E com esta enumeração cubro todos os temas por mim tratados nestes textos, sem vergonha, pudor ou desculpa. Pronto, a crónica dos “testículos” eu desculpo, mas as outras não.

            Espero que passar as córneas e as retinas por estas palavras por mim alinhadas tenha sido um prazer para vocês como foi para mim escreve-las. Processo que desde o início só me fez bem. Obrigar-me a escrever semanalmente para este espaço criou organização, vontade e disciplina. Três pequeninas coisas das quais apenas uma morava em mim. Ao início aceitei começar esta publicação semanal porque queria aprender e desenvolver a minha escrita. Nove meses depois tenho 34 textos de qualidade duvidável e muito mais ginástica mental para começar um documento no Word ou numa folha em branco. Guardanapos e papel higiénico incluídos.
            Quero agradecer às pessoas que por aqui passaram e que estes textos leram porque se não fossem vocês isto tinha sido triste e nada mais que masturbação mental projectada em ecrã. Espero que tenham gostado, pelo menos de um. De um parágrafo, vá. Uma piadola que seja. E não que tenham apenas gostado, mas que se tenham divertido. Era esse o objectivo.
            Era engraçado escrever estes textos porque me custava imenso começar mas depois de três palavrinhas, o resto aparecia em minutos. Era uma espécie de ejaculação precoce literária. Pensava horas e horas no que se ia passar e depois de começar, entrava numa espécie de improviso que acabava depressa demais. Os retoques depois do texto acabado não eram mais que os miminhos. Resultado deste parágrafo: Reconhecimento da minha total falta de profissionalismo e assassínio de uma vida sexual.
Por agora esta primeira série chega ao fim. Já passou o tempo de compensação e está na hora do intervalo. Frases destas mostram-no claramente. Vou descansar, ouvir o mister e preparar forças para depois regressar, qual D. Sebastião pelo nevoeiro fora. Se quiserem continuar a seguir as minhas “coçadelas”, mesmo que ocasionalmente nos “testículos”, a morada não muda. Obrigado por clicarem por aqui e um “até já” honesto e agradecido.
 
 
Guilherme Fonseca
 
PS - Qualquer palavrinha que vos apeteça dar, gritar ou atirar com força é para este endereço: guilhermefon@sapo.pt
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publicado por Guilherme Fonseca às 00:12
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Todas as Quintas o humorista Guilherme Fonseca publica um novo texto!

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